Estado produziu 1,53 bilhão de litros e movimentou R$ 3,29 bilhões; Ceará avançou para a segunda posição regional, enquanto Brasil bateu recorde com 36,68 bilhões de litros

Pernambuco manteve em 2025 a liderança na produção de leite entre os estados do Nordeste, consolidando a importância da atividade para a economia agropecuária regional. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, o estado produziu 1,529 bilhão de litros de leite no ano e alcançou R$ 3,29 bilhões em valor de produção.

O levantamento também mostra uma mudança importante no ranking regional: o Ceará avançou para a segunda posição, ultrapassando a Bahia em produção de leite. O movimento reforça a presença de diferentes polos produtores no Nordeste e amplia a disputa pela liderança regional.

Em valor de produção, Pernambuco também aparece à frente dos dois estados. O estado registrou R$ 3,29 bilhões, enquanto o Ceará alcançou R$ 3,05 bilhões e a Bahia, R$ 2,52 bilhões.

Brasil bate recorde

O desempenho nordestino faz parte de um cenário nacional de expansão da atividade. Em 2025, o Brasil produziu 36,684 bilhões de litros de leite, o maior volume já registrado pela série histórica da PPM.

O valor da produção também atingiu recorde, chegando a R$ 89,49 bilhões. Em relação a 2024, quando o país havia produzido 35,722 bilhões de litros, o volume de 2025 representa um avanço de aproximadamente 2,7%.

Minas Gerais continua como o principal estado produtor do país. O levantamento do IBGE mostra que a produção nacional permanece concentrada nos grandes polos leiteiros do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mas os números do Nordeste revelam a importância crescente da região no mapa nacional do leite.

Pernambuco mantém protagonismo no Nordeste

Com mais de 1,5 bilhão de litros, Pernambuco aparece como o principal produtor nordestino. A atividade possui forte presença no interior do estado, especialmente no Agreste e em municípios que integram a tradicional bacia leiteira pernambucana.

Os dados municipais mais recentes também ajudam a dimensionar essa concentração. Itaíba aparece como o maior produtor de leite de Pernambuco em 2025, segundo o IBGE.

Além de Itaíba, municípios como Buíque, Pedra, Águas Belas, Bom Conselho e outros do Agreste mantêm participação importante na cadeia estadual, reforçando o peso territorial da atividade.

Ceará ganha espaço

A principal novidade do ranking nordestino é o avanço do Ceará para a segunda posição.

O estado já vinha apresentando trajetória de crescimento na produção leiteira e, com aproximadamente 1,29 bilhão de litros em 2025, passou à frente da Bahia, segundo os dados destacados no levantamento.

Em valor de produção, o Ceará também se aproxima de Pernambuco: foram R$ 3,05 bilhões, contra R$ 3,29 bilhões registrados pelo estado líder.

A Bahia, por sua vez, aparece com R$ 2,52 bilhões em valor de produção, mantendo-se entre os principais polos leiteiros da região.

Um Nordeste com diferentes polos leiteiros

O novo ranking mostra que a produção de leite nordestina não está concentrada em um único estado. Pernambuco mantém a liderança, enquanto Ceará e Bahia formam um segundo grupo de grande relevância econômica.

O resultado também reforça a importância de olhar para a cadeia leiteira a partir de seus territórios de produção, considerando não apenas o volume de leite, mas também a geração de renda, a presença de produtores, a estrutura de beneficiamento e a conexão com os mercados consumidores.

Para Pernambuco, a liderança regional representa a confirmação do peso histórico da atividade, especialmente para o Agreste. Para o Ceará, o avanço para a segunda posição sinaliza uma mudança importante no equilíbrio da produção nordestina.

O leite como força do agro nordestino

Os números da PPM 2025 mostram, portanto, um Brasil que bateu recorde na produção de leite e um Nordeste que mantém participação relevante nessa cadeia.

Pernambuco lidera a região, Ceará avança para a segunda posição e Bahia permanece entre os principais produtores.

Mais do que um ranking, os dados ajudam a revelar a dimensão econômica de uma cadeia que movimenta produtores, cooperativas, laticínios, fornecedores de insumos, transportadores e toda uma rede de atividades ligadas ao leite.

Fonte: IBGE – Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025.