Negociações ainda avançam em ritmo lento, mas setor aposta em aquecimento gradual com circulação dos salários

O mercado de ovos iniciou o mês de julho em ritmo moderado, com negociações ainda lentas nas principais praças acompanhadas pelo CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (02), agentes do setor avaliam que o início do mês e o pagamento de salários podem contribuir para uma melhora gradual da demanda nos próximos dias.

Nas cotações do ovo branco tipo extra, o indicador em Bastos (SP) ficou em R$ 134,25 por caixa com 30 dúzias, enquanto o ovo vermelho tipo extra encerrou em R$ 150,67 na mesma praça.

Entre os insumos que impactam diretamente os custos de produção, o milho em Campinas (SP) foi cotado a R$ 63,58 por saca de 60 kg, enquanto a soja em Paranaguá (PR) registrou R$ 133,58 por saca de 60 kg.

De acordo com analistas, o comportamento da demanda nas próximas semanas será determinante para o direcionamento do mercado, especialmente diante da necessidade de equilíbrio entre preços ao produtor e custos de alimentação das granjas.

Análise Pingos

O cenário atual mostra um mercado em compasso de espera. Após os recuos recentes nas cotações, o setor avícola observa com cautela os primeiros movimentos de julho, aguardando sinais mais consistentes de reação no consumo.

Mesmo sem novas quedas expressivas, o ritmo lento das negociações indica que compradores seguem adotando postura conservadora. Ao mesmo tempo, os custos com insumos — especialmente milho e soja — continuam no radar dos produtores, já que impactam diretamente a margem da atividade.

Para o Pingos de Leite, a estabilidade momentânea pode representar um alívio de curto prazo, mas o comportamento da demanda ao longo das próximas semanas será decisivo para confirmar uma recuperação mais consistente do mercado.

Fonte: CEPEA/ESALQ-USP