As cotações dos ovos comerciais iniciaram agosto em alta nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Segundo o Radar CEPEA/Ovos divulgado nesta quinta-feira (06), a demanda aquecida tem favorecido as vendas da proteína e sustentado a firmeza dos preços no mercado.

De acordo com o Cepea, o fortalecimento do consumo neste início de mês confirma a expectativa de recuperação observada no encerramento de julho, período em que agentes do setor já demonstravam otimismo com a retomada da procura após o fim das férias escolares.

Mercado registra valorização

No mercado produtor, o ovo branco tipo extra, comercializado em Bastos (SP), alcançou média de R$ 134,40 por caixa com 30 dúzias, enquanto o ovo vermelho tipo extra foi negociado a R$ 146,71 por caixa.

Os gráficos do Cepea mostram uma elevação expressiva das cotações no dia 31 de julho, seguida de estabilidade ao longo dos primeiros dias de agosto, indicando que o mercado encontrou um novo patamar de preços diante do aumento da demanda.

Entre as principais centrais consumidoras, o ovo branco apresentou as seguintes médias:

  • São Paulo: R$ 142,62
  • Belo Horizonte: R$ 144,99
  • Rio de Janeiro: R$ 148,15
  • Porto Alegre: R$ 151,44
  • Curitiba: R$ 149,45
  • Fortaleza: R$ 134,48
  • Recife: R$ 144,92

Para o ovo vermelho, os maiores preços médios foram registrados em:

  • Porto Alegre: R$ 169,37
  • Santa Maria de Jetibá (FOB): R$ 168,86
  • Curitiba: R$ 163,16
  • Rio de Janeiro: R$ 157,70
  • Belo Horizonte: R$ 156,33
  • Recife: R$ 154,89
  • São Paulo: R$ 153,38

Custos de produção seguem sob monitoramento

Entre os principais insumos da atividade, o milho manteve estabilidade, cotado a R$ 65,17 por saca em Campinas (SP). Já a soja apresentou recuo e encerrou o período em R$ 144,12 por saca no porto de Paranaguá (PR), movimento que pode aliviar parte dos custos de alimentação das aves.

Perspectivas

O cenário reforça um início de agosto mais favorável para a cadeia avícola. Com a demanda aquecida e os preços em um novo patamar, o setor acompanha o comportamento do consumo nas próximas semanas para avaliar a sustentação das cotações e os impactos sobre a rentabilidade dos produtores.

Fonte: Cepea/Esalq-USP – Radar CEPEA/Ovos (06/08/2026).