Nova política sanitária amplia oportunidades para produtores, fortalece a defesa agropecuária e facilita a comercialização de rebanhos dentro e fora do Estado

Pernambuco passa a contar oficialmente com o Programa Estadual de Sanidade de Caprinos e Ovinos (PESCO), instituído por meio da Portaria ADAGRO nº 43, publicada no Diário Oficial do Estado. A iniciativa representa um marco para a defesa agropecuária pernambucana e fortalece a cadeia da caprinovinocultura, atividade de grande relevância econômica e social, especialmente no Agreste e Sertão.

Com a criação do programa, Pernambuco passa a integrar um grupo seleto de estados brasileiros que possuem uma política estadual específica voltada à sanidade dos rebanhos caprino e ovino. O programa estadual está alinhado ao Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos (PESCO), promovendo maior integração com as diretrizes sanitárias nacionais.

Segundo a coordenadora estadual do programa, Wanessa Paiva, Pernambuco se junta a estados como Bahia e Piauí, fortalecendo a defesa sanitária regional e criando melhores condições para o desenvolvimento da atividade. “A instituição do PESCO em Pernambuco representa um avanço muito importante para a defesa sanitária dos rebanhos caprino e ovino. Com esse programa, o Estado passa a atuar de forma ainda mais estruturada na prevenção, vigilância e controle de enfermidades, fortalecendo a cadeia produtiva e garantindo melhores condições para a comercialização e o trânsito animal. Além disso, alinhamos Pernambuco às diretrizes nacionais, ampliando a credibilidade sanitária do nosso rebanho.”

A implantação do programa é resultado de um trabalho conjunto entre a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (ADAGRO), entidades parceiras, representantes do setor produtivo e criadores, reforçando o compromisso do Governo de Pernambuco com o fortalecimento da agropecuária.

Para o diretor-presidente da ADAGRO, Moshe Dayan, a medida corrige uma lacuna histórica e cria novas oportunidades para os produtores pernambucanos.

“A criação do Programa Estadual de Sanidade Caprino-Ovino representa um avanço estratégico para Pernambuco. Nosso rebanho é expressivo e tem grande importância econômica, especialmente para o Agreste e o Sertão. Muitos produtores enfrentavam dificuldades para comercializar e até exportar seus animais porque o Estado ainda não possuía um programa sanitário específico. Agora, com essa política construída em parceria com produtores, entidades de classe e instituições, damos um passo importante para que a sanidade do nosso rebanho seja reconhecida nacionalmente, beneficiando diretamente toda a cadeia produtiva”, destaca Moshe Dayan.

Além de fortalecer a vigilância e o controle sanitário, o programa deve contribuir para ampliar a competitividade da produção pernambucana, melhorar a rastreabilidade dos rebanhos e abrir novas possibilidades de mercado para os criadores.

Análise Pingos

A instituição do PESCO em Pernambuco representa mais do que um avanço regulatório — trata-se de uma medida estratégica para impulsionar a caprinovinocultura em um estado onde a atividade possui forte presença no semiárido.

Com maior segurança sanitária, os produtores ganham condições mais favoráveis para comercialização, circulação animal e acesso a mercados mais exigentes, inclusive fora de Pernambuco. Para o agro nordestino, iniciativas como essa reforçam que sanidade animal também é sinônimo de competitividade, renda e desenvolvimento regional.

Fonte: ADAGRO