País alcançou 172,4 mil toneladas, novo recorde da série histórica apresentada pela CNA. Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba concentram juntos 87% da produção nacional, enquanto Pernambuco registra queda de 27%.

A produção brasileira de camarão alcançou 172,4 mil toneladas em 2025, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostram o avanço da carcinicultura nacional, com forte participação dos estados nordestinos.

Na comparação com 2024, o país acrescentou aproximadamente 26,6 mil toneladas à produção, que passou de 145,8 mil para 172,4 mil toneladas. A evolução consolida a importância da atividade para a aquicultura brasileira e evidencia o peso do Nordeste nesse segmento.

Nordeste concentra a produção nacional

A produção brasileira de camarão está fortemente concentrada no Nordeste. Segundo os dados apresentados pela CNA, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba respondem, juntos, por aproximadamente 87% do volume nacional.

O Ceará lidera o ranking, com 91,87 mil toneladas em 2025, equivalente a cerca de 53% da produção brasileira. O estado ampliou seu volume em 11% na comparação anual, acrescentando aproximadamente 9,08 mil toneladas.

O Rio Grande do Norte aparece na segunda posição, com 37,98 mil toneladas, crescimento de 20% em relação a 2024. O aumento foi de aproximadamente 6,36 mil toneladas.

Já a Paraíba registrou um dos avanços mais expressivos entre os principais produtores. A produção passou de 8,87 mil toneladas, em 2024, para 20,12 mil toneladas, em 2025, uma expansão de 127%. Com esse resultado, o estado acrescentou cerca de 11,25 mil toneladas à produção nacional.

Considerados em conjunto, os três estados nordestinos ampliaram sua produção em aproximadamente 26,69 mil toneladas, volume próximo ao crescimento total registrado pelo Brasil no período.

Pernambuco registra queda na produção

Na contramão do crescimento nacional e do avanço de importantes produtores nordestinos, Pernambuco registrou retração na produção de camarão em 2025.

De acordo com a tabela da CNA, o volume estadual caiu de aproximadamente 6,56 mil toneladas, em 2024, para 4,80 mil toneladas, em 2025. A redução foi de 27%, equivalente a cerca de 1,76 mil toneladas.

Mesmo com a queda, Pernambuco respondeu por aproximadamente 3% da produção brasileira no período. O resultado evidencia diferenças no desempenho da carcinicultura entre os estados nordestinos, região que concentra a maior parte da atividade no país.

Outros estados também apresentam variações

A tabela da CNA mostra desempenhos distintos entre as demais unidades da Federação com produção registrada. A Bahia alcançou 6,24 mil toneladas, alta de 29%, enquanto o Piauí chegou a 4,68 mil toneladas, crescimento de 9%.

Sergipe registrou redução de 5%, com produção de 3,96 mil toneladas, e Alagoas apresentou queda de 3%, totalizando 1,94 mil toneladas. O Maranhão, por sua vez, teve crescimento de 5%, alcançando aproximadamente 354 toneladas.

No Sudeste, o Rio de Janeiro registrou aumento de 190%, passando de 13 mil para 37,7 mil quilos. Apesar da alta percentual, o volume permanece pequeno em comparação com os principais produtores nordestinos.

Nordeste no centro da carcinicultura brasileira

Os números de 2025 reforçam o protagonismo do Nordeste na produção brasileira de camarão. A liderança do Ceará, o avanço do Rio Grande do Norte e a expansão expressiva da Paraíba demonstram a relevância regional para o crescimento da atividade.

Ao mesmo tempo, a retração registrada em Pernambuco evidencia que o desempenho não é uniforme entre os estados. O cenário destaca a importância de acompanhar a evolução da produção e as diferenças regionais dentro de uma cadeia que ganhou participação significativa na aquicultura nacional.

Fonte: Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE), conforme dados apresentados pela CNA/DTEC.