Brasil encerrou 2025 com 5,56 milhões de equinos. A Bahia registrou cerca de 494 mil animais, o maior efetivo do Nordeste e o segundo maior do país, atrás apenas de Minas Gerais.

O efetivo de equinos no Brasil apresentou redução em 2025. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país contabilizou 5.563.326 animais, uma queda de aproximadamente 2,5% em relação a 2024, quando o rebanho somava 5.704.151 cabeças.

Apesar da retração nacional, a distribuição dos animais entre os estados evidencia a importância do Nordeste, especialmente da Bahia. Com 494.093 equinos, o estado ocupa a segunda posição no ranking brasileiro e lidera com ampla vantagem o efetivo regional.

Minas Gerais aparece na primeira colocação nacional, com 721.421 animais. Na sequência, estão Bahia, Pará, com 487.854 cabeças, e Rio Grande do Sul, com 483.894. Os números mostram a expressiva presença dos equinos em diferentes regiões do país e colocam a Bahia entre os principais polos da criação nacional.

Bahia concentra o maior efetivo de equinos do Nordeste

A liderança baiana se destaca no cenário nordestino. Em 2025, o estado registrou aproximadamente 494 mil equinos, mais que o dobro do efetivo do Maranhão, segundo maior rebanho da região, com 236.583 animais.

Na sequência, aparecem Ceará, com 142.604 equinos, e Pernambuco, com 131.033 cabeças. Alagoas contabilizou 102.126 animais, enquanto o Rio Grande do Norte chegou a 95.327.

A Paraíba registrou 79.245 equinos, Sergipe somou 74.263 e o Piauí contabilizou 56.715 animais.

Os dados mostram diferenças importantes na distribuição da tropa regional, com a Bahia concentrando o maior efetivo e ocupando posição de destaque também no cenário nacional.

Minas Gerais mantém a liderança brasileira

No ranking dos estados, Minas Gerais permaneceu na primeira posição, com 721.421 equinos em 2025. Embora a Bahia lidere no Nordeste, seu efetivo também a coloca entre os principais estados brasileiros na criação desses animais.

Pará e Rio Grande do Sul aparecem logo depois, com números próximos: 487.854 e 483.894 cabeças, respectivamente. A proximidade entre os efetivos desses dois estados e o da Bahia demonstra a relevância dos principais polos de criação no país.

Outros estados também apresentam rebanhos expressivos, como Mato Grosso, com 413.538 equinos; São Paulo, com 354.547; e Goiás, com 338.240 animais.

Série histórica mostra oscilações no rebanho

A evolução histórica apresentada no gráfico da série mostra que o efetivo brasileiro oscilou ao longo das últimas décadas. Em 2000, o país possuía aproximadamente 5,83 milhões de equinos. Após períodos de queda e recuperação, o rebanho alcançou seu maior valor da série em 2020, com cerca de 5,96 milhões de animais.

Nos anos seguintes, o efetivo voltou a diminuir. Em 2024, o total ficou próximo de 5,70 milhões e, em 2025, recuou para aproximadamente 5,56 milhões de cabeças.

A série histórica permite acompanhar essas mudanças e compreender a dinâmica da criação de equinos no Brasil. Ao mesmo tempo, os dados estaduais evidenciam a importância da Bahia e de outros estados nordestinos na composição do rebanho nacional.

Fonte: Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE 2025).