País produziu 533,7 mil toneladas da espécie em 2025. Pernambuco manteve a liderança nordestina, com 30 mil toneladas, enquanto Paraná permaneceu na primeira posição do ranking nacional.
A produção brasileira de tilápia alcançou 533,7 mil toneladas em 2025, registrando crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostram a força da atividade no país e destacam a participação de Pernambuco, que, mesmo com recuo na produção, permaneceu como o maior produtor nordestino da espécie.
O estado produziu 30 mil toneladas de tilápia em 2025, volume que o colocou na quinta posição do ranking nacional e representou aproximadamente um terço da produção nordestina. O resultado reforça a importância de Pernambuco para a piscicultura regional, em um cenário no qual a produção brasileira segue em expansão.
A tilápia respondeu por 68,2% de toda a produção nacional de peixes no período, consolidando sua posição como principal espécie da piscicultura brasileira. No total, o país produziu 783,9 mil toneladas de peixes em 2025, crescimento de 7% em comparação com 2024.
Paraná lidera produção nacional

O Paraná permaneceu na liderança da produção brasileira de tilápia, com 209,3 mil toneladas em 2025, o equivalente a 39% do volume nacional. Na comparação com o ano anterior, o estado registrou crescimento de 6%, acrescentando aproximadamente 12,7 mil toneladas à produção.
São Paulo ocupou a segunda posição, com 68,5 mil toneladas, seguido por Minas Gerais, que produziu 62,3 mil toneladas, e Santa Catarina, com 43,2 mil toneladas. Os quatro estados concentraram cerca de 72% da produção nacional da espécie.
Na quinta posição, Pernambuco aparece como o principal representante nordestino entre os maiores produtores brasileiros. Em 2025, porém, o estado registrou redução de 5% em relação ao ano anterior, passando de 31,7 mil para 30 mil toneladas — uma queda de aproximadamente 1,7 mil toneladas.
Produção nordestina apresenta resultados distintos
Entre os estados do Nordeste, Pernambuco manteve a maior produção de tilápia, seguido pelo Ceará, com 16,2 mil toneladas, e pela Bahia, com 13,3 mil toneladas. Alagoas também ultrapassou a marca de 10 mil toneladas, enquanto o Piauí produziu 7,4 mil toneladas.
Apesar da liderança pernambucana, outros estados da região registraram avanços expressivos em 2025. O Piauí apresentou o maior crescimento percentual entre os produtores nordestinos listados, com alta de 18%. O Maranhão avançou 14%, alcançando 5,3 mil toneladas, enquanto o Ceará cresceu 12%, chegando a 16,2 mil toneladas. Alagoas registrou aumento de 11%, com produção de 10 mil toneladas.
A Bahia teve crescimento de 6%, totalizando 13,3 mil toneladas. Já a Paraíba apresentou queda de 1%, com 4,2 mil toneladas; Sergipe recuou 3%, para cerca de 301 toneladas; e o Rio Grande do Norte permaneceu praticamente estável, com aproximadamente 2,3 mil toneladas.
Os números mostram um cenário regional heterogêneo, com Pernambuco mantendo a dianteira em volume produzido e outros estados ampliando sua participação na atividade.
Produção brasileira mais que triplicou desde 2013
A evolução histórica também evidencia o avanço da tilapicultura no Brasil. Em 2013, a produção nacional era de 169,3 mil toneladas. Em 2025, chegou a 533,7 mil toneladas, mais que triplicando em pouco mais de uma década.

O crescimento de longo prazo demonstra a expansão da atividade e sua relevância para a aquicultura nacional. Somente entre 2024 e 2025, o volume produzido aumentou aproximadamente 27,4 mil toneladas.
Nesse contexto, os resultados da PPM permitem acompanhar tanto a consolidação dos principais polos produtores nacionais quanto o desempenho dos estados nordestinos. Pernambuco segue como referência regional da tilapicultura, ao mesmo tempo que o crescimento registrado em outras unidades da Federação evidencia a dinâmica e a distribuição da produção brasileira.
Fonte: Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE 2025). Dados compilados pela CNA, com elaboração do Departamento Técnico da CNA (DTEC/CNA)